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quinta-feira, 29 de março de 2012

Vamos embora pro passado II


Leitoras e leitores deste humilde e ultimamente tão abandonado blog (a culpa é sempre minha). Hoje, a nossa Cidade de São Salvador da Bahia completa seus 463 anos. Como prometido, segue mais uma postagem da Série “Vamos me embora pro passado”. São imagens da Salvador antiga, saliento que em algumas imagens constam o ano, em outras infelizmente não consegui localizar. Tenho uma relação de amor e ódio por esta terra, mas no fundo tenho orgulho de ser baianíssima (apesar da falta de educação, sujeira, caos, abandono, etc.). Deixo registrado meus parabéns por ti, cidade querida!
Minha mensagem de hoje é: FAÇAMOS UM PACTO, NA PRÓXIMA ELEIÇÃO NÃO JOGUE LIXO NAS URNAS.



Pelourinho, década de 70. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Pelourinho, década de 70. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Pelourinho, década de 80. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Praça da Sé (s/d). Foto: Carlos Casaes.

Praça Castro Alves, década de 50.. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Praça Castro Alves, Teatro São João (s/d). Foto: Geraldo Ataíde.

Praça Castro Alves, década de 40. Foto: Geraldo Ataíde.

Praça da Sé (s/d). Foto Waldir Argolo.

Terreiro de Jesus (s/d). Foto: Reprodução, Carlos Casaes.

Barra, Marco do Desembarque (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE. 

Farol da Barra (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Porto da Barra (s/d). Foto: Reprodução. Carlos Casaes.


Comércio (s/d). Foto: Arquivo do jornal ATARDE.

Conceição da Praia (s/d). Foto: Arquivo do jornal ATARDE.


Elevador Lacerda (s/d). Foto: Arquivo do jornal ATARDE.

Elevador Lacerda, início do século XX (s/d). Foto: Arquivo do Jornal  ATARDE.



Elevador Lacerda,  início do século XX  (s/d). Foto: Arquivo do Jornal  ATARDE.

Comércio/Elevador  Lacerda (s/d). Foto: Arquivo do jornal ATARDE.

Farol da Barra (s/d). Foto: Arestides Baptista.

Farol de Itapuã, 1938 (?). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Itapuã, 1989 (?). Foto: Geraldo Ataíde.

Itapuã (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Itapuã (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Itapuã (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.


Itapuã (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Itapuã (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.



Itapuã 1958 (?). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Lagoa do Abaeté, década de 70. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Lagoa do Abaeté, década de 70. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Lagoa do Abaeté, década de 70. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.




Pituba (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Pituba (s/d). Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Rio Vermelho, década de 70. Foto: Arquivo do Jornal ATARDE.

Praça Marconi (?), Rio Vermelho (s/d). 

Vista da Cidade Baixa (s/d). Arquivo do Jornal ATARDE.


Para ler a postagem "Vamos me embora pro passado I" Clique aqui.


sábado, 24 de março de 2012

Patrimônio Histórico de Camamu-Ba


Em visita recente a bela cidade de Camamu-Ba, tenho o prazer de compartilhar com meus 29 seguidores fiéis a imagem da singela Igreja de São Benedito. Localizada na Sede do município de Camamu no estado da Bahia, mais precisamente na Cidade Alta, a referida Igreja é do século XIX, de acordo com informações históricas, era usada pelos jesuítas e que possivelmente existe um túnel que faz ligação dela com um casarão que fica do outro lado da rua, que era utilizado na época dos ataques holandeses. 

Igreja de São Benedito, sede de Camamu-Ba. Foto: Greciane Neres.  Data: 23.03.12.

Alguns pesquisadores e pesquisadoras já estiveram em diferentes momentos no município de Camamu-Ba, não é de hoje de sabe-se do grande potencial arqueológico que tem a região. Abaixo segue uma imagem da Fazenda Santa Inês, em Camamu, cuja igreja foi descoberta em 2006, a partir de trabalhos arqueológicos promovidos pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), em respeito à legislação patrimonial (ETCHEVARNE, C; COSTA, Carlos; FERNANDES, L. ARQUEOLOGIA DAS INSTALAÇÕES JESUÍTICAS NA BAHIA. In: Patrimônio Arqueológico da Bahia). Para saber de mais informações sugiro a leitura do artigo na íntegra, disponível para download  Aqui. Em breve postarei algumas novidades relacionadas aos trabalhos arqueológicos que estão sendo desenvolvidos no município.


Sítio Santa Inês, Capela do século XVII. Camamu-Ba. Foto: Luydy Fernandes.

terça-feira, 13 de março de 2012

Vamos embora pro passado I

Leitoras e leitores deste humilde blog, não vos abandonei. Calma, o dia é curto para tantas demandas, mas temos que "botar o bloco na rua". Ora pois,  eis-me aqui para fazer uma série de postagens sobre a nossa cidade de São Salvador, já que a nossa querida e tão maltratada soterópolis aniversaria no dia 29 de março.
Então prezadas leitoras e leitores, embarquemos junt@s e "vamos embora pro passado"*. Hoje, imagens do centro histórico da cidade. Advirto que as imagens estão sem data, não por minha culpa, mas por falta de informação nos locais pesquisados.

Praça Municipal, detalhe do ponto de ônibus e as inúmeras propagandas. Imagem da web.



Solar Ferrão (onde funciona o museu), rua onde fica o famoso CRAVINHO. Pelourinho. Imagem da web. 


Praça da Sé. Imagem da web.




Entrada do Elevador Lacerda (cidade alta).  Imagem da web.

 

Pelourinho (?). Imagem da web.


Praça Municipal. Imagem da web.



Praça da Sé, chamo a atenção para os pontos de ônibus. Imagem da web.


Praça da Sé, detalhe da fachada da loja A Primavera 1976. Imagem da web.


Praça da Sé. Imagem da web.
 *Homenagem ao poema "Vou-me embora pro passado" do poeta Jessier Quirino.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Arte Cemiterial

Um dos temas que gosto muito na arqueologia são os cemitérios, nas minhas andanças "arqueo-antropológicas" visitei muitos, alguns em comunidade rurais, com túmulos simples, outros abandonados e já destruídos pela ação do tempo. Em outros lugares encontrei mais outros, bem conservados, com imagens sacras em mármores, letreiros dourados, etc. Claro que esses em locais destinados aos endinheirados, próximos às igrejas, com espaço suficiente para construírem suas mini e pequenas pirâmides, mas já sem o costume de colocar junto aos corpos objetos de valor. É deles que irei falar hoje, me chamam a atenção pela diversidade das formas de representar a morte (ou a vida), prestando uma última homenagem à um ente querido, eternizando a vida, as memórias...
Sempre que visito um cemitério (devo esclarecer que são sempre as visitas de campo, em sua maioria fora da minha cidade natal), procuro imagens, nomes, datas antigas, inscrições nas lápides, coisas que revelem práticas rituais, tento "ler" que significado tem cada cruz, anjinho, coluna quebrada, imagens de santos católicos, deusas semi-nuas, crianças rezando...
As imagens que verão, leitoras e leitores, foram feitas numa visita ao Cemitério Campo Santo, junto com meu companheiro do Arte com Fábio Fernandes.
Antes das imagens, é preciso contextualiza-las, de acordo com a Fundação Gregório de Matos na Bahia:

"Até meados do século XIX os enterros eram realizados dentro das igrejas, ou em terrenos ao fundo, e ficavam, então, sob a custódia das irmandades, as quais lucravam com os enterros e com as grandes heranças deixadas pelos mortos. A tendência médica da época apontava os enterros, tais como eram feitos, a principal forma de se transmitir doenças pelo ar. Pesquisas médicas indicavam que o melhor seria fazer os enterros a muitos palmos abaixo da terra, em lugares afastados da cidade e altos. Desta forma foi iniciada a construção do Campo Santo em área adequada, por particulares. Além de ferir os costumes da época, o Campo Santo mexeu na renda das irmandades, ocorrendo, no dia 25 de outubro de 1836, uma revolta, fazendo com que o cemitério do Campo Santo, que seria inaugurado, tivesse muitos muros e sepulturas destruídos. A revolta foi liderada por membros das irmandades, que, ao final de tanta confusão, conseguiram que a concessão do Campo Santo ficasse com uma delas, a Santa Casa da Misericórdia, a mais poderosa da época. O cemitério, então, só seria inaugurado em 1844." (Disponível em: Salvador Cultura todo Dia).

O Cemitério Campo Santo fica localizado na Rua Teixeira Mendes, s/n, Federação (Salvador, Bahia, Brasil), conta com um Circuito Cultural, segundo informações da imprensa foi inaugurado em fevereiro de 2007 (Jornal Atarde), ainda de forma tímida e sem divulgação recebe geralmente pequenos grupos de estudantes das faculdades e de escolas, ou visitantes avulsos (eu me enquadro nesta categoria) que pesquisam ou se interessam pela temática. Chamo a atenção para uma coisa: é preciso solicitar autorização para tirar fotos, pois fui advertida por um discreto e educado segurança para que não tirasse fotos, a menos que eu tivesse autorização (coisa que julguei desnecessária, já que em visitas anteriores tirei fotos sem "autorização"). De qualquer maneira, me dirigi ao Padre e ao coordenador responsável (não me recordo o nome dos respectivos no momento) informando das minhas intenções e eles de maneira muito gentil me autorizaram a fazer as fotos.
Como fizemos muitas fotos, criarei uma série só com a ARTE CEMITERIAL, sendo esta a primeira postagem.




"Inspirado no modelo românico, com colunas e paredes grossas, o mausoléu em forma de catedral. enfatiza a solidez: a fortaleza de Deus, majestosa e sagrada." (Placa do Circuito Cultural Campo Santo, Santa Casa de Misericórdia da Bahia).
"Inspirados nos modelos clássico (Grécia e Roma), o mausoléu em forma de panteão enfatiza o equilíbrio e a simplicidade. As colunas, símbolo da sustentação também representam a energia vital, ascensão, firmeza, força e estabilidade terrestre e cósmica." (Placa do Circuito Cultural Campo Santo, Santa Casa de Misericórdia da Bahia).

                                              



Mausoléu de Lauro de Freitas. "O anjo da morte (a jovem), com o sinal do martírio (a palma), leva o moço que tem a chama acesa da vida em sua mão." (Placa do Circuito Cultural Campo Santo, Santa Casa de Misericórdia da Bahia).
Detalhe do "anjo da morte".



Imagem sacra. Mausoléu da Família Carlos Martins Catarino.


Mausoléu do Senador Antônio Carlos Magalhães.

Mausoléu da Família Odebrecht. Projeto da arquiteta Lina Bo Bardi em 1955.





"Obra do escultor Pedro Pereira que simboliza o túmulo como lugar de abrigo e de passagem onde se espera a ressurreição para a vida eterna."



Mausoléu de Olga Teixeira.

A imagem acima é uma réplica exata, em bronze de Olga Teixeira. Falecida em Paris e sepultada no Campo Santo.  







Mausoléu do Barrão de Cajaíba. Estátua da fé. Esculpida em mármore carrara, tem 1,92 cm de altura.  O detalhe fica por conta  do panejamento de seu traje.



Sugestão de leitura:


MENDES, C. M. Práticas e Representações Artísticas nos Cemitérios do Convento de São Francisco e Venerável Ordem Terceira do Carmo, Salvador (1850-1920). 2007. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) - Universidade Federal da Bahia.